3 de set. de 2020

 

Banco Central apresenta nova cédula de R$ 200


O Banco Central apresentou ontem quarta-feira (2) a nova cédula de R$ 200, que passa a ter valor legal imediatamente e começa a circular conforme a demanda. Ao todo, serão disponibilizadas 450 milhões de unidades da nota até o fim do ano.

Para o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a introdução da nova cédula era fundamental para evitar um eventual desabastecimento do pepel-moeda frente ao aumento da demanda por dinheiro em espécie desde o início da pandemia do novo coronavírus.

“O momento singular que estamos vivendo trouxe os mais diversos desafios, e um deles foi um aumento expressivo na demanda da sociedade brasileira por dinheiro em espécie. O aumento foi verificado no Brasil desde o início da pandemia, mas não foi exclusividade do nosso país. Outras nações viveram fenômeno semelhante. Em momentos de incerteza, é natural que as pessoas busquem a garantia de uma reserva em dinheiro”, afirmou, durante o discurso de lançamento do novo modelo.

A cédula de R$ 200 traz cores cinza e sépia predominantes e homenageia o lobo-guará, animal típico da fauna do cerrado brasileiro, e atualmente ameaçado de extinção. A nota tem o mesmo formato e dimensões da cédula de R$ 20 (14,2cm x 6,5cm). A decisão de manter o formato, segundo o BC, é para melhor adaptação aos caixas eletrônicos e demais equipamentos automáticos que aceitam e fornecem cédulas de dinheiro.

“O Banco Central tem atuado durante todos estes meses e tem conseguido fornecer cédulas e moedas de modo a atender às necessidades da sociedade de forma adequada. Ainda assim, como estamos vivendo um momento sem precedentes na história, não há como prever se essa demanda por dinheiro em espécie continuará aumentando, e por quanto tempo. Esse momento, com essas necessidades, se mostrou oportuno para o lançamento de uma cédula de maior valor, cujo pré-projeto já existia desde o lançamento da segunda família de cédulas, em 2010”, acrescentou Campos Neto.

Ao também justificar a necessidade da nova cédula, a diretora de administração do BC, Carolina de Assis Barros, explicou que a estimativa de papel-moeda projetada pelo Banco Central tornaria inviável a reposição com a impressão de novas notas de R$ 100.

Segundo ela, os cálculos do BC, em análise conservadora, estimavam a necessidade de um adicional de R$ 105,9 bilhões, em valor financeiro, que precisaria ser gerado em um espaço de cinco meses. Isso sem contar as encomendas de novas cédulas e moedas previstas para o ano, da ordem de R$ 64 bilhões, também em valor financeiro.

“A Casa da Moeda do Brasil possui um parque fabril dimensionado para as necessidades brasileiras conforme o padrão histórico verificado até aqui. No entanto, a fim de gerar maior volume financeiro em menor espaço de tempo, imprimir cédulas de R$ 100 não seria uma alternativa factível, pois a capacidade de produção da referida denominação em 2020 já estava integralmente adquirida”, explicou a diretora.

30 de abr. de 2020

MPF destina recursos para a compra de ventiladores para o HU de Lagarto


A ideia é ampliar a capacidade de atendimento aos pacientes portadores do novo coronavírus.

Ventiladores  devem ser utilizados até o final da pandemia
O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE), por meio de uma decisão da juíza federal Adriana Franco Melo Machado, destinará R$ 25.282,46 para que o Estado de Sergipe ou o Consórcio Nordeste faça a aquisição de ventiladores mecânicos para os Hospitais Universitários de Lagarto e Aracaju.

Os recursos revertidos pelo MPF/SE são oriundos de multas penais e prestações pecuniárias depositadas em conta judicial da 9ª Vara da Justiça Federal, em Propriá (SE). No entanto, a magistrada determina que se os valores repassados não forem utilizados até o fim da pandemia, deverá haver devolução dos recursos. 

O HUL é  referência  no acolhimento aos pacientes com a Covid-19
Além disso, ela determinou ao MPF realizar a fiscalização da aplicação dos valores desde o processo de negociação, a compra dos produtos e a devida prestação de contas. “Após a instalação dos equipamentos, os hospitais beneficiados devem informar ao MPF, mensalmente, o número de atendimentos realizados no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus”, adiantou o órgão.

Estimativas
O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) estima que sejam adquiridos 06 ventiladores mecânicos para o HU de Lagarto e 04 para o HU de Aracaju. Segundo a magistrada, os equipamentos são imprescindíveis para o acolhimento de pacientes com a Covid-19.


27 de abr. de 2020

Covid-19: Gustinho Ribeiro volta a defender unificação das eleições


Para o deputado, a realização das eleições em 2020 dependerá mais dos resultados colhidos pelas autoridades em Saúde.

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que vem crescendo país afora dia após dia, o deputado federal lagartense Gustinho Ribeiro (SD-SE) voltou a defender a unificação das eleições e o fim da reeleição para os mandatos do Poder Executivo. A defesa ocorreu em entrevista ao jornalista Jozailto Lima, na última sexta-feira, 24.

Gustinho: Não faz sentido nenhum fazer eleições em 2021
De acordo com o deputado, a realização das eleições dependerá mais das autoridades em Saúde do que da Justiça Eleitoral. “Acho que os resultados que as ações das autoridades de saúde nessa pandemia vão produzir para os órgãos governamentais é que devem ditar se podemos ter ou não eleições este ano. É uma coisa que foge um pouco ao nosso controle”, ressalta.

26 de abr. de 2020

Prefeitura de Lagarto envia indicações a Codevasf para pavimentação de ruas do município


O presidente Jair Bolsonaro anunciou que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), realizará a pavimentação de 280.000 mil metros quadrados em Sergipe, inclusive no município de Lagarto.

Após o anúncio do Presidente, a Prefeitura de Lagarto enviou a Codevasf um ofício com a relação das 120 ruas que se encontrão com a necessidade de receber a pavimentação a paralelepípedos.
Incluindo Lagarto, os serviços devem beneficiar 27 municípios. No ofício enviado a Codevasf, a prefeitura tem como objetivo, agilizar os procedimentos administrativos do uso e ocupação do solo e para isso pede informações sobre os metros quadrados de calçamento que serão disponibilizados para município.

No documento, a prefeitura de Lagarto fixa alguns trechos situados na sede e povoados do Município de Lagarto como: Povoado Brasília, Jenipapo, Tanque, Colônia Treze, Santo Antônio, Olhos D’água, Suvaco da Cachorra e Mariquita; além de trechos do bairro Loiola e Loiola II, Novo Horizonte, Boa vista, Pratas, Laudelino Freire, Jardim Campo Novo e Ademar Carvalho.

Em busca de desenvolvimento regional, os técnicos municipais da Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento (Seplan) e Secretaria Municipal do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Semdurb) ficarão à disposição dos técnicos da Codevasf para alinhar os projetos sugeridos.

Com o envio da solicitação, a gestão municipal busca ampliar as pavimentações, já que em 2019 vários trechos do município e povoados receberam o calçamento com recursos próprios. A gestão visa melhorar a mobilidade urbana e a qualidade de vida das pessoas em Lagarto através desses recursos.

SECOM – Lagarto

24 de abr. de 2020

Moro aponta crime de responsabilidade de Bolsonaro: “queria alguém na PF para passar informações sigilosas”


Sergio Moro caiu atirando e abriu caminho para o impeachment de Jair Bolsonaro ao apontar que ele cometeu mais um crime de responsabilidade: o de trocar o diretor da PF para ter alguém que o avisasse sobre as investigações de crimes ligados à sua família


Em pronunciamento à imprensa na manhã desta sexta-feira 24, Sergio Moro apontou mais um crime de responsabilidade de Jair Bolsonaro, fortalecendo a abertura do caminho para seu impeachment. Segundo Moro, Bolsonaro quis trocar o comando da Polícia Federal para obter informações sigilosas de investigações ligadas à sua família.

“O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da PF”, denunciou Moro. “Isso não é função do presidente, ficar se comunicando com Brasília para obter informações que são sigilosas. Esse é um valor fundamental que temos que preservar dentro de um Estado democrático de Direito”, relatou, citando novamente o nome da ex-presidente Dilma Rousseff, sobre quem reconheceu ter dado autonomia à PF durante a Lava Jato.

“Temos que garantir a autonomia da Polícia Federal contra interferências políticas”, defendeu Moro. “Ele havia me garantido autonomia”, lembrou, sobre Bolsonaro. Moro disse ainda que “poderia ser alterado o diretor da Polícia Federal desde que houvesse uma causa consistente", o que não era o caso. "Então realmente é algo que eu não posso concordar”, reforçou.
Antes, Moro explicou que não era verdadeira a versão de que Maurício Valeixo, demitido da diretoria da PF, teria pedido para sair. “Há informações de que o Valeixo gostaria de sair, mas isso não é totalmente verdadeiro. O ápice da carreira de qualquer delegado é o comando da Polícia Federal. Depois de tantas pressões para que ele saísse, ele até manifestou a mim que seria melhor sair”, detalhou.

“Vou começar a empacotar minhas coisas e dar sequência à minha carta de demissão”, concluiu, sendo fortemente aplaudido pelos jornalistas.

Fonte: Brasil 247