14 de mai de 2014

Governo tenta reverter decisão de fechamento das fábricas da Azaleia



A direção da Companhia explicou que o fechamento das unidades em Sergipe é uma decisão da matriz e pelo menos, por enquanto, é irreversível.

O governador Jackson Barreto recebeu os dirigentes do grupo Vulcabras/Azaleia com o objetivo de tentar reverter a decisão da empresa de fechar três unidades operacionais no estado. Localizadas em Carira, Ribeirópolis e Lagarto, as fábricas empregam 1300 pessoas. A direção da Companhia explicou que o fechamento das unidades em Sergipe é uma decisão da matriz e pelo menos, por enquanto, é irreversível. A decisão foi causada pelas quedas nas vendas e por particularidades do mercado calçadista no Brasil e em países importadores, principalmente, em virtude da concorrência com os produtos chineses que são muito baratos. O grupo Vulcabras/Azaleia já encerrou as atividades de 11 fábricas em todo o País.

Jackson Barreto orientou o secretário de Estado de Desenvolvimento, Saumíneo Nascimento, a manter contato com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados, Fiação e Tecelagem dos Municípios de Frei Paulo, Carira, Lagarto e Ribeirópolis (Sindcafit) e com empresários do ramo de calçados interessados em ampliar seus investimentos em Sergipe. Saumíneo informou que estas empresas poderão se instalar nos mesmos galpões ocupados pela Azaleia e reaproveitar a mão de obra qualificada.
"Recebemos a notícia com surpresa e tentamos de todas as formas reverter essa situação, a fim de preservar os empregos dos funcionários, mas a decisão de fechar a fábrica é uma decisão empresarial e é uma variável que o governo não controla. Nesse sentido, já estamos negociando com duas empresas do ramo, que se encontram em expansão, para que ocupem esses galpões e aproveitem a mão de obra local. Temos uma reunião hoje e estamos com uma reunião agendada para a próxima semana, com uma outra indústria de segmento similar, a fim de oferecer esses galpões localizados em Carira, Lagarto e Ribeirópolis", declara Saumíneo.
Geração de emprego em Sergipe
Sergipe é destaque na atração de empresas e geração de empregos. Desde 2007, 103 novos empreendimentos se instalaram e geraram mais de 12 mil empregos diretos. Dados do Ministério do Trabalho mostram que o estado foi o líder na geração de emprego no Brasil, em termos proporcionais, nos 12 meses completados em março, um percentual de crescimento de 6,32%. Só entre abril de 2013 e março deste ano foram gerados 17.722 novos empregos formais em Sergipe.
Os novos empreendimento recebem, em quase sua totalidade, incentivos do Governo do Estado e investem na capacitação para aproveitamento da mão de obra local.
Para a concessão de incentivos, os empreendimentos passam por uma avaliação do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), que coordena e propõe diretrizes, prioridades e mecanismos necessários. É preciso que o empreendimento seja industrial, agroindustrial ou turístico, e que tenha ações voltadas para a tecnologia da informação e fabricação de materiais e equipamentos para infra-estrutura de comunicação.
Os últimos investimentos implantados abrangem os setores de telemarketing, artefatos plásticos, metalurgia, fabricação de colchões, beneficiamento de arroz, confecção, curtume, artefatos de cerâmica, fabricação de especiarias, molhos e condimentos, comércio e indústria de cabos elétricos para fins automotivos, tecelagem de fios de algodão, artefatos de cimento, minerais não metálicos, produtos químicos, dentre outros.
Novas empresas
Mesmo não fazendo parte do grupo de beneficiários do PSDI, o setor de telemarketing também chegou a Sergipe e apenas uma empresa, atraída pelo Governo do Estado, gera cerca de 6 mil empregos, com pouco mais de um ano de funcionamento. Ainda em 2014, a previsão é de que mais uma grande empresa de telemarketing chegue ao estado, gerando aproximadamente seis mil empregos diretos. Também haverá a ampliação no número de empregos gerados pela fábrica japonesa Yazaki, que deverá aumentar a atuação da Bahia e inserir Pernambuco e Sergipe como mercados consumidores.
Já em 2015, a previsão é de que a Indústria Vidreira do Nordeste, do grupo Saint Gobain, esteja em pleno funcionamento. O lançamento da sua pedra fundamental aconteceu no último dia 24 de março, no município de Estância, onde será instalada a fábrica. Será um investimento de mais de R$ 250 milhões, com a criação de 485 empregos durante a obra e 195 quando entrar em funcionamento.
Outro setor que conta com o apoio do Governo é o de shoppings centers. Em Aracaju, um novo centro de compras está em fase de implantação, no bairro Industrial, e irá gerar 4.300 empregos diretos e indiretos. Nos últimos anos, a ideia desses empreendimentos também tem sido levada ao interior do Estado, que começou pelo município de Nossa Senhora do Socorro e agora segue para Itabaiana, Lagarto e Nossa Senhora da Glória, com obras em andamento. Paralelo à geração de empregos, o Governo tem buscado ainda qualificar os jovens sergipanos, por meio de lançamentos de editais e bolsas de estudos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, que contemplam desde estudantes do ensino médio a cientistas, pós-doutorandos.
Nos últimos anos a geração de emprego em Sergipe bateu recorde e vem se mantendo contínuo, devido, sobretudo às políticas de desenvolvimento e incentivo promovidas pelo Governo do Estado.
Sergipe encerrou o mês de abril com êxito na atração de sete novas indústrias. Os projetos para instalação dos empreendimentos foram aprovados no último dia 30, durante a reunião do Conselho do Desenvolvimento Industrial (CDI). Juntos, os investimentos irão movimentar R$ 10,4 milhões e gerar 187 empregos nos setores mobiliários, metalurgia, artefatos de cimento, alimentício, fabricação de sorvete e de gelo. Os municípios beneficiados são Carmópolis, Nossa Senhora do Socorro e Simão Dias.
Aprimorando o processo de atração de investimentos, no último dia 14 de abril, foram empossados 28 tradutores públicos e intérpretes comerciais, após a realização de concurso público. Esses tradutores estreitarão e simplificarão, ainda mais, os investimentos internacionais realizados no Estado, fortalecendo assim o desenvolvimento econômico local.

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