19 de jun de 2012

Hospital de Lagarto leva informação sobre classificação de risco

Além de palestras e material informativo, também foram oferecidos alguns serviços de saúde à população
Junior Oldegar Enfermeiro Foto Ascom/FHS
Moradores de Lagarto e demais municípios do Centro Sul de Sergipe puderam conhecer um pouco mais nesta segunda-feira, 18, como funciona e o modelo assistencial do Hospital Regional Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro, gerenciado pela Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). Eles assistiram a palestras e receberam material de divulgação sobre o Acolhimento com Classificação de Risco, adotado na unidade que integra a rede hospitalar estadual de urgência e emergência, durante a abertura do Projeto ‘Saúde na Feira’.
O projeto, uma iniciativa da  prefeitura de Lagarto, foi aberto oficialmente  na praça do mercado municipal, durante a realização da tradicional feira da cidade, pela secretária municipal de Saúde, Allyne Almeida e contou com a participação dos coordenadores de Pronto Socorro, Oldegar Júnior, e de Internamento do hospital, Jardel Martins Vasconcelos. A palestra e a distribuição de panfletos informativos é uma das ações extra-hospitalares que integram o projeto 'Socialização do Acolhimento com Classificação de Risco', desenvolvido pela coordenação de Pronto Socorro, com o apoio da Assessoria de Comunicação da FHS, com o objetivo de disseminar informações sobre o esse modelo de atendimento adotado em todas as unidades gerenciadas pela fundação.
Durante a exposição, o enfermeiro Oldegar Júnior fez um breve relato de como funciona a unidade e o modelo assistencial do Hospital de Lagarto, discorrendo  sobre os quatro níveis básicos de atendimento estabelecidos pelo Acolhimento com Classificação de Risco, um dos dispositivos da Política Nacional de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde. “Vale ressaltar que, dentro da Classificação, o atendimento é priorizado pela gravidade do paciente e que, para aqueles cuja gravidade é menor, o tempo de espera para serem atendidos é maior”, explicou.
Ele aproveitou para destacar a importância da unidade para a saúde pública local. “Somente no mês de maio, o Hospital Regional de Lagarto realizou pouco mais de 12.600 atendimentos de urgência e emergência”, disse o coordenador. Esse significado foi reforçado pela secretária municipal de Saúde. “É inegável o papel do Hospital de Lagarto para a fortalecer a Saúde do município e, por isso, gostaríamos de agradecer esta parceria com a gestão da unidade e da Fundação Hospitalar de Saúde, responsável por gerenciá-la”, disse Allyne Almeida.
Saúde na Feira - O projeto ‘Saúde na Feira’ será realizado quinzenalmente e na sua abertura mobilizou cerca de 250 profissionais da Saúde do município, distribuídos pelos 15 estandes e mais uma Unidade Móvel Odontológica disponibilizados na praça do mercado municipal de Lagarto. Além de palestras e material informativo, também foram oferecidos alguns serviços de saúde à população como aplicação de vacinas, verificação de glicemia capilar e de pressão arterial, segundo informou Daniela Souza da Silva, diretora de Atenção Básica do município.
A assistente social ressaltou a importância da participação da gestão do Hospital de Lagarto, esclarecendo a população sobre seu funcionamento. “É muito importante essa parceria com o Hospital Regional de Lagarto porque, muitas vezes, a população ainda não tem o entendimento do que é Atenção Básica e o que é atendimento de urgência e emergência. Então, quando o usuário não procura a porta de entrada do SUS, que é a Atenção Primária, acaba superlotando a rede hospitalar, tornando mais difícil a assistência àqueles que realmente precisam do hospital”, justificou.
Acolhimento com classificação de risco - Desde quando entrou em funcionamento, em julho de 2010, o Hospital Regional de Lagarto adota o Acolhimento com Classificação de Risco, que é uma forma eficiente e humanizada de atendimento à população. Trata-se de um método idealizado no Canadá, no final da década de 90, por profissionais que atuam na área de emergência, com o objetivo de tornar os atendimentos dinâmicos e humanizados, priorizando os pacientes conforme a sua gravidade.
A Classificação de Risco se dá basicamente em quatro níveis: Vermelho –, cujo risco é altíssimo, inclusive de óbito e o atendimento deve ser imediato; Amarelo, cujo risco é alto e também deve ter assistência imediata; Verde, cujo risco é considerado moderado, com atendimento em até 2 horas; e Azul, de risco baixo, com atendimento por ordem de chegada.

Por Tito Lívio de Santana  Fotos: Ascom/FHS

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