14 de out. de 2011

O Lagartense Henri Clay é citado como melhor nome esquerdista para disputar a PMA


"Chega de partido que só é sigla eleitoral, só se discuti cargo e eleição", diz ele, agora no PSOL.

O lagartense advogado Henri Clay Andrade, ex-presidente da OAB/SE, que confirmou sua filiação partidária ao PSOL, na última segunda-feira, dia 10, disse que está disposto a unir forças com a frente partidária formada pelas siglas de esquerda - PSOL, PSTU e PCB - para combater o modelo político existente. "Chega de partido que só é sigla eleitoral, onde só se discuti cargo e eleição. Partido político é muito mais que isso, ele deve propor políticas publicas com a interação da classe trabalhadora e da classe civil organizada. Muitos falam em radicalismo político, mas o que vemos do outro lado é o pragmatismo em excesso, que leva a promiscuidade política", é essa ideologia de Henri Clay que já motiva o presidente do PCB/SE, Leonardo Dias, a apontar o advogado como ideal para representar o grupo na disputa eleitoral de 2012, para prefeito de Aracaju.
"Não está nada confirmado, mas, de antemão, eu digo que hoje Henri Clay é o melhor nome grupo para disputar como candidato a prefeito da capital. É uma opção de renovação política. Um advogado trabalhista na área sindical, que tem muito para contribuir. A presença dele reforça essa iniciativa, porque ele vem com a ideia de contrapor todo esse processo político existente", comentou Leonardo Dias, que prestigiou a coletiva de Henri Clay à imprensa, hoje, para anunciar sua filiação.
Leonardo Dias chega a confirmar a possibilidade de ele se lançar candidato a vice em uma chapa com Henri Clay. "Há sim essa possibilidade de estarmos juntos na chapa majoritária. E além de nós, temos também muitos outros nomes no grupo, e vamos apoiar um nome que melhor defenda a união do grupo. Mas nesse momento só pensamos em estruturar a frente partidária", frisou Leonardo Dias, enfatizando que a frente esquerdista pretende ser ampla, no sentido de alcançar movimentos sindicais, estudantes, artistas e outros.
Henri Clay, por sua vez, diz que não está definida sua candidatura, sustenta que não tem projeto pessoal político e que nem iria se filiar, mas assim o fez como forma de somar forças ao projeto da frente esquerdista. "Não tenho esse projeto pessoal de candidatura. A minha filiação não está condicionada a candidatura, mas, sim, a instalação dessa frente como a construção de um projeto novo. É a oportunidade de discutir com a sociedade, e somar para o estabelecimento de uma nova forma de se fazer política. Com o pensamento progressivista. Foi isso que me empolgou. Agora sou filiado ao PSOL e sou um militante dessa frente. A candidatura se for o caso, será a consequência", disse Henri Clay, lembrando que chegou a receber o convite de vários partidos.
Vinte anos no mercado como advogado, Henri Clay, se afasta agora apenas da coordenação do Fórum Social articulado pela Igreja Católica. "Suspendi a atividade na igreja para evitar que haja um mal entendido. Para que ninguém diga que quero me promover através da igreja", disse ele. No entanto, ele mantém o exercício da sua profissão. "Continuo como advogado e sou contra o político profissional. Política é uma atividade social", observou.
E a frente que já se manifestou esse ano em episódios como o protesto contra o aumento da tarifa de ônibus, está agora em fase de organização para seu lançamento. "Pretendemos com a presença de Henri Clay firmar essa frente com a união da esquerda e planejar estratégias para nas próximas eleições elegermos nome de verdadeiros esquerdistas, para mudar a realidade política que temos hoje", espera Leonardo Dias.
Por Raissa Cruz da redação Universo Político.com




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