24 de set. de 2011

Laércio diz que Sergipe precisa investir em piscicultura para gerar renda


Há mais de 20 anos, a criação de peixes e mariscos vem se apresentando como uma promissora oportunidade econômica para o empresário rural brasileiro. Mas porque em Sergipe a atividade não se desenvolve mesmo o estado tendo seis bacias hidrográficas e mais de 163 km de litoral? Esse foi o questionamento do deputado federal Laércio Oliveira ao ministro da pesca, Luiz Sérgio, em reunião realizada no ministério.
O parlamentar informou que das regiões com potencial para a piscicultura, destaca-se o pólo de aquicultura do Baixo São Francisco, sendo reconhecido hoje no país, por técnicos e empresários, como de grande potencial para o desenvolvimento do setor.
De acordo com o ministro, o problema é que em Sergipe a pesca é basicamente artesanal. É preciso investir mais em aquicultura seja em viveiro, tanques-rede ou canais de irrigação. E segundo ele, a situação nacional também não é das melhores. “O Brasil precisa dar um salto nesse tipo de investimento, afinal a produção anual do país é de 1 milhão e 200 mil toneladas de peixes. Mas apenas 416 mil toneladas são de cativeiro. Comparando-se com a média mundial, cerca de metade da produção vem da piscicultura. A China, por exemplo, dedica-se a atividade há mais de 1000 anos e produz anualmente 600 milhões de toneladas”, informou.
O brasileiro está comendo mais pescado. Nos últimos oito anos, o consumo anual por pessoa cresceu quase 40%, saindo de 6,5 kg em 2003 para 9 kg. Por conta do aumento da demanda, o país importa 20% do produto, principalmente da China e Vietnã. “O fato é que o brasileiro quando tem uma terra, mesmo que pequena, dedica-se a plantar, criar gado, cabra, galinha, mas não cria peixes. É uma questão cultural que precisa ser mudada”, afirmou o ministro.
Áreas estuarinas - O deputado relatou que os carcinicultores e ostreicultores reclamam que a liberação de áreas estuarinas ou de rios é muito complexa e muitos investem correndo o risco de perder.  O ministro informou que tudo vai depender de como o Código Florestal será aprovado. Segundo ele, tem uma emenda que define as áreas de "apicuns" e "salineiras" - terras arenosas margeando as áreas do ecossistema manguezal - como terrenos e não como APPs, como antes era especificado.
O deputado afirmou que vai buscar unir forças para ajudar a atividade aproveitando programas do governo. “Nós temos um grande mercado consumidor no Brasil, que ainda vai crescer. Sergipe tem potencial e a aquicultura de maneira geral é uma grande geradora de empregos e renda e também uma forma de fixação do homem no campo”, argumentou Laércio.

Carla Passos
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